domingo, 30 de dezembro de 2007

EGITO ANTIGO



Egito Antigo

Terra dos Arcanos da Vida

Ptah-Hotep, vizir do Faraó, Dadkarê-Isési (V Dinastia - aprox. 2.700 a.C.), quase dois mil anos antes do esplendor da civilização Helênica, a qual foi herdeira de muitos conhecimentos egípcios, escreveu :

 

"Jamais reveles a outrem o que alguém te confiou, abrindo-te o teu coração. Se queres ser um homem perfeito, aperfeiçoa o teu coração. Diz aquilo que é, em vez daquilo que não é. A Amon aborrece o excesso de palavras. Se algo for contestável, não o digas. O teu silêncio é mais útil do que a abundância de palavras. Deixa o teu coração sofrer, mas domina a tua palavra. O segredo mais íntimo revela-se no silêncio. É vasta a influência do homem agradável ao falar. Mas, as facas estão afiadas para quem forçar a passagem, pois esta Só é permitida no devido tempo."

 

Atribuem à civilização egípcia um cunho sombrio e por diversas vezes associam a temática de seus escritos a respeito dos rituais e filosofia do seu povo à necrofilia. É necessária uma visão mais profunda e menos dogmática a respeito do pensamento e comportamento de um povo evoluído e não compreendido na sua proposta de entendimento da vida, da morte e do renascimento das cinzas materiais que nos cercam no plano físico, tal qual a Phoenix. Não vislumbramos, nem sequer enxergamos o que está por detrás dos suntuosos monumentos, dos magníficos papiros e dos relevos instalados na terra de Khan. Existe uma tendência que felizmente está degenerando-se no círculo acadêmico, em classificar as Civilizações Antigas como "primitivas".

 

Numa primeira observação, não compreendemos a razão de estruturas tão grandiosas. Quando nos damos conta que não existe uma pedra sequer remanescente de suas moradias, "lojas" e estabelecimentos, contrastando com monumentos erigidos para desafiar o tempo e às intempéries, indagamos estupefatos: Como? Porquê? A resposta encontramos na dedicação dos antigos egípcios à vida! Não a vida mundana e materialista a qual o ocidente tanto se apega, e valoriza (embora esta fosse celebrada constantemente).

 

Mas a Vida como um todo; um fluxo contínuo onde o desenlace é apenas uma transição. Uma mudança de "estado" e de "ambiente".

Partindo deste princípio, podemos notar que mais de noventa por cento das construções que tinham por finalidade a reverência e exaltação da Divindade, estão ainda de pé! As Pirâmides, as Esfinges, os Obeliscos, os grandiosos Templos e outras tantas estruturas de Culto, Ensino e Ritos Iniciáticos (Casas da Vida) cujo objetivo final era Deus (sim, o Egito era monoteísta!), ainda resistem solenemente! Eles tinham de ser como o Creador: Incólumes e Eternos! Portanto, suas moradias e outros locais referentes à "passageira" vida mundana, eram construídos basicamente com adobe para que durassem justamente o fugaz período de uma existência. Faziam isso para lembrarem-se da temporaneidade e transitoriedade da vida, cujo objetivo final era RÁ (algo semelhante às mandalas tibetanas feitas com areia colorida que, uma vez terminadas, depois de longo e exaustivo trabalho, são destruídas com um simples "esfregar das mãos" de um Lama).

 

O BAH egípcio

 

Consideravam que, assim como o coração é o Altar, o corpo é o Templo de "Bah" (a Alma). Portanto, devia ser preservado até a entrada do "morto" pelo terceiro portal do Amentis até a entrada em Amduat ("Reino dos Mortos" ou plano Astral). Era incumbência da "Casa da Morte", sob os auspícios de Anúbis, o embalsamamento e mumificação do corpo, num processo iniciático complexo que incluía banhos com unguentos e essências aromáticas, unções alquimicamente preparadas (o Egito foi o berço da Alquimia) e entoação de mantras para cada parte do corpo. Este processo durava cerca de setenta dias que, segundo a filosofia e religião egípcia, era o tempo médio necessário para que o indivíduo "despertasse" e se conscientizasse de sua nova condição no "Reino dos Mortos". Isto mantinha o corpo etérico ainda "preso" para que a consciência tivesse uma espécie de "referência" em relação ao plano físico sem ser molestado pelos umbrais inferiores. Os sarcófagos também eram preparados uma vez que funcionavam como verdadeiras caixas orgônicas, dificultando, de uma certa forma, a rápida "volatização" do corpo etérico (em muitos sarcófagos, conseguiu-se mensurar padrões de frequência vibratória elevados em escala radiônica, semelhante à "Rede de Hartmman" que tarduzem os canais de força Cósmica e Telúrica que "vascularizam" energeticamente a Terra).

Anúbis

 

Eram assim enterrados sempre na margem esquerda do Nilo (o lado onde RÁ, o Sol, se põe) para que, durante a noite, após o "coração" do "morto" registrar leveza maior que uma pluma na balança do "Tribunal de Osíris", sua alma cruzasse o Rio Sagrado na "Barca de RÁ" a fim de "encontrar-se com RÁ" além da margem direita, onde RÁ se levanta. As Civilizações antigas, principalmente as orientais que até hoje mantêm este conceito de culto à ancestralidade, davam merecida importância à transcendência da Vida, ao seu processo de transição e aos seus antepassados. O conceito de "almas afins" e "Família Astral" eram muito bem entendidos e compreendidos.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Origens esotéricas do xadrez

Origens Esotéricas do Xadrez


O  xadrez  é um jogo antiqüíssimo, tem muitos milênios de existência, e por
isso não é de se estranhar que estejam ligadas a ele lendas cuja veracidade
é difícil de comprovar, devido à sua antigüidade. Para compreendê-lo, não é
necessário  ser  um  mestre  no  xadrez,  basta  simplesmente  saber  que o
tabuleiro  onde  se  joga  está  dividido  em  64  casas, divididas igual e
alternadamente em brancas e pretas.

Uma  das  lendas diz: O jogo de xadrez foi inventado na Índia. Quando o rei
Cheram  o  conheceu  ficou  maravilhado do engenhoso que era esse jogo e da
múltipla variedade de posições que nele são possíveis.


Ao  se inteirar que o inventor era um de seus súditos, o rei manou chamá-lo
com  o  objetivo  de recompensá-lo pessoalmente por seu acertado invento. O
inventor,  de  nome  Seta,  apresentou-se  ante o soberano, vestindo-se com
muita  modéstia,  e  que vivia graças aos meios que lhe proporcionavam seus
discípulos.


Seta,  quero  te recompensar dignamente pelo engenhoso jogo que inventaste,
disse  o rei. O sábio agradeceu, mas não aceitou a generosidade. Sou rico o
bastante  para cumprir qualquer desejo teu. Diz-me recompensa que desejas e
eu  te  satisfarei.  Seta  continuou calado. Não sejas tímido, expressa teu
desejo, não vacilarei em nada para satisfazê-lo.


Grande  é  a tua magnanimidade, ó soberano, porém concede-me um curto prazo
para  meditar  sobre  a  resposta,  e  amanhã,  depois  de árduas reflexões
comunicarei ao senhor a petição.


Quando  ao  dia  seguinte Seta se apresentou de novo ante o trono, deixou o
rei  maravilhado  por  sua  petição  sem precedentes. Soberano, disse Seta,
manda  que me entreguem um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro de
xadrez. Um simples grão de trigo?, contestou admirado o rei. Sim, soberano,
e  pela  segunda  casa  ordene  que  me entreguem dois grãos, pela terceira
quatro  grãos, pela quarta oito, pela quinta dezesseis, pela sexta trinta e
dois etc.


Basta,  o  rei interrompeu irritado, receberás o trigo correspondente às 64
casas  do  Tabuleiro de acordo com teu desejo: a cada casinha receberás uma
dupla quantidade que pediste, porém deverás saber que tua petição é indigna
de  minha  generosidade;  ao  me  pedir  tão  mísera recompensa menosprezas
irreverentemente minha benevolência. Em verdade, como sábio que és deverias
Ter dado maior prova de respeito ante a bondade de teu soberano. Sai daqui,
meus servos te darão esse saco de trigo que solicitaste.


Os matemáticos da corte trabalharam intensamente para calcular a recompensa
de Seta, que ficou esperando na porta do palácio real. Somente ao amanhecer
do  outro  dia  o  matemático  chefe  da  corte  solicitou  audiência  para
apresentar   ao   rei  um  informe  muito  importante:  Ó  rei,  calculamos
escrupulosamente a quantidade de grãos que Seta deseja receber. Resulta uma
cifra  astronômica,  absurdamente  gigantesca. Seja qual for sua magnitude,
interrompeu  com  altivez  o  rei,  meus  graneiros  não  empobrecerão meus
depósitos,  prometi  dar  a  recompensa  a Seta e portanto eu a entregarei.
Soberano,  agora não depende de tua vontade o cumprir semelhante desejo, em
todos  os  teus  graneiros não existe a quantidade de trigo que exige Seta.
Tampouco  existe  nos  graneiros de todo o reino, até mesmo os graneiros do
mundo são insuficientes.


Se  desejas  entregar sem falta a recompensa prometida, ordena que todos os
reinos  da  terra  se  convertam  em lavouras, manda secar mares y oceanos,
ordena  fundir  os  gelos  y  as  neves que cobrem os distantes desertos do
norte,  que todo o espaço seja totalmente semeado e se ordene entregar toda
a  colheita  obtida  a  Seta. Somente então receberá sua recompensa. Diz-me
qual  é  essa  cifra  tão  monstruosa  de grãos, disse o rei, reflexionando
espantado.  Ó  soberano, são dezoito quintilhões, quatrocentos e quarenta e
seis  quatrilhões,  setecentos  e setenta e quatro trilhões, setenta e três
bilhões,  setecentos  e  nove  milhões,  cinqüenta  e um mil e seiscentos e
quinze 18.446.744.073.709.051.615).


Ou seja, é o mesmo que 2 elevado à potência 64...


A  recompensa  do  Inventor do Xadrez deverá ocupar um volume aproximado de
12.000  Km3.  Se o graneiro tivesse 4 metros de altura e 10 de largura, seu
comprimento  teria  que ter 300.000.000 de quilômetros, ou seja, o dobro da
distância  que separa a terra do sol. (trechos tomados do livro O Divertido
Jogo das Matemáticas, de autoria de Perelman.)





ASPECTO ESOTÉRICO DO XADREZ


Símbolos das partes do tabuleiro


Representa  em  si o Jogo da Vida. A vida é um tabuleiro de xadrez, na qual
cada  um  de  nossos  atos  é  uma  jogada.  Se  nossas  jogadas  são boas,
inteligentes  e oportunas o resultado será o êxito, saúde e longevidade. Se
pelo  contrário nossas jogadas são feitas de má-fé, egoístas e inoportunas,
o  resultado  será  o  fracasso,  a  enfermidade  e a morte. Se analisarmos
numericamente  a  quantidade  de casas num tabuleiro, encontraremos 64, que
para efeitos cabalísticos nos dá um total de 10, o qual representa a Lei da
Recorrência,  a  Repetição,  a  Retribuição,  a  Roda do Samsara, as forças
evolutivas.


A  quantidade  de  casas  brancas  é  32  (3  + 2 = 5), a lei do Dharma. Em
linguagem  mística  da luz, quando nos iniciamos no tabuleiro da existência
nos  recebem  as forças brancas, ou seja, os peões com suas forças brancas,
ou seja, os peões brancos nos dão as boas-vindas, indicando que começamos a
Evoluir.  Como  quer que nada na Natureza está extático, chega o momento em
que se fracassa e caímos nas garras das forças involutivas. A quantidade de
casas  pretas é de 32 (3 + 2 = 5), a lei do Karma. Na linguagem mística das
trevas, é a decadência, a disfunção e a morte.


O  bem  e  o mal não existem. Uma coisa é boa quando nos convém e má quando
não  nos convém. O bem e o mal são uma questão de conveniências caprichosas
da mente. O homem que inventou os fatídicos termos Bem e Mal foi um atlante
chamado   MAKARI  KRONVERZYON,  distinto  membro  da  sociedade  científica
AKALDAN,  situada na submergido continente atlante. Esse velho sábio jamais
suspeitou  do  grave  dano  que causaria à humanidade com a invenção dessas
suas duas palavrinhas.


Os Peões:


Quando  enfocamos  o  jogo  nos  aspectos  militares,  sobretudo nas cortes
medievais,  simbolizam  os soldados do Rei, que é a base dos planos do peão
para que avance, é um germe de debilidade que se cria.


Os  oito  peões  são  as  oito  Virtudes  da  Mãe  Devi-Kundalini, que são:
Compreensão,  Vontade,  Verbo,  Reto  pensar,  Reto sentir, Reta maneira de
ganhar  a  vida,  que  haja Paz e que haja Amor. Também representa o Arcano
oito  do  Tarô  (ou  seja, o Padrão das Medidas): a Justiça, cada um de nós
lutando contra os contratempos.


Os  movimentos  são muito limitados, as sombras do pecado desse Rei Interno
de cada um de nós que nunca pecou, tu sabes.


As Torres:


Simbolizam  o  estado de Alerta Percepção e de Alerta Novidade, nos Grandes
Mistérios  davam  ao neófito o Cinzel e o Martelo para que fosse polindo as
duas colunas do Templo, a Branca e a Negra, ou melhor, a Dórica e a Jônica.
Os  Cimentos  da  torre  na  época  medieval eram de pedra e quase todas as
torres  estavam  feitas  deste  material, símbolo resplandecente da Energia
Sexual.


Os Cavalos:


Representam  a  Ousadia  e  o  valor  para  eliminar o Medo, sus movimentos
descrevem  o  esquadro e o compasso, tão importantes nos estudos maçônicos.
Seus movimentos são em forma de L, que no sistema de numeração romana tem o
valor de 50, que decompondo-se nos está indicando a Lei em Rigor.


Os Bispos:


Nas  cortes  medievais  conheciam-se  com  o  nome  de Bispos e eram os que
estavam  mais  próximos  ao Rei; alegorizavam as Lanças, a Urânia-Vênus dos
Gregos.


O Rei:


Representa a Sabeduria, nosso Real Ser, el V.M. Interno, a Estrela Interior
que sempre nos sorri.


Todo o jogo do Xadrez consiste em colocar o rei em uma situação tal que não
possa  mover-se  e então é quando se lhe dá a Morte, o Xeque-Mate. É sabido
que  terminada  uma partida de xadrez se pode iniciar mais uma vez, segundo
os  acordos  dos  jogadores, porém o Rei segue sendo o Rei e este não muda,
assim é nosso Real Ser. É o que foi, o que é e o que será.


Deve-se  notar  que  alguns  valores  que  temos dado às não são os valores
clássicos, senão Esotéricos.


A Rainha:


Não  poderia  faltar  no  Tabuleiro  da  existência  e no xadrez o elemento
feminino, o princípio universal da vida, o qual resplandece em toda a Obra,
o próprio Deus; o Rei desdobrado em Mulher, o Eterno Amor que flui e reflui
em todo o criado.


Desde  crianças  pedimos suas ternuras porque Ela é a outra metade de nosso
Ser e vice-versa.


Sem  a  Dama,  a Rainha, em uma partida de xadrez, nos sentimos sem o poder
supremo, estamos perdidos.


Se fizermos um estudo transcendental das diferentes culturas vemos como por
trás  da glória dos Grandes Homens Ilustres sempre havia uma Mulher, como a
Sacerdotisa  de  Tebas,  em  meio  de  tochas  falou  às  multidões, como a
Sacerdotisa  dos  Templos  de  Mistérios.  Reinou  no Egito, como Vestal de
Delfos,  sob  o  nome  de  Pitonisa...  Um grande Mestre disse: O Summum da
Beleza  é  a  Mulher,  a Natureza, a Música, as Flores, uma Paisagem... uma
criança  nos  comove,  porém a mulher nos comove e nos atrai, nos inspira e
nos provoca.


A liberdade de movimentos da Rainha, num tabuleiro de xadrez, é formidável,
os  valores  fundamentais  do  xadrez são o Tempo, ou seja, a Rapidez, para
realizar  os planos, o espaço, o domínio do maior número de defeitos; se as
jogadas   no   xadrez   são  bem  feitas  e  com  força  suficiente,  se  o
desenvolvimento  e as circunstâncias foras maravilhosos, o resultado será a
Vitória.


Na  vida, o homem se enfrenta com inúmeros problemas, cada pessoa necessita
saber  como  resolver  cada  um  desses  problemas;  inteligentemente  todo
xadrezista  sabe que toda solução está no próprio problema, sempre que haja
a  tranqüilidade  e equilíbrio perfeitos entre a Mente, a Emoção e o Centro
Motor.


No mundo existe uma enorme quantidade de pessoas a quem se lhe proporcionou
elementos  para  triunfar na vida, porém carecem de hábitos e da capacidade
para  Raciocinar  logicamente,  porque podemos assegurar que todos os seres
humanos  somos  pedras  de  xadrez  no Tabuleiro da Vida; e sobre nós estão
Seres  Superiores  que  umas  vezes  dão apoio às pedras pretas e outras às
brancas.


Cada  um  de nós está nestes momentos repetindo a mesma partida de sua vida
passada,  mais  as  conseqüências,  boas  ou  más, sob os efeitos da Lei de
Recorrência.   Jogadores   Inconscientes   que   não   aprendemos  a  jogar
inteligentemente  e  que  nosso  destino não o decide um só propósito senão
milhares e milhares de agregados. psicológicos.


Todos  os  seres humanos sem um Ensinamento superior somos como uma partida
de  xadrez  sem  peões, curtos de inteligência e com muitas limitações, que
ignoramos  que  dentro  de  nós  terríveis  possibilidades  que devidamente
desenvolvidas nos levariam à Vitória Final.


A  Gnose  pois  nos  convida  mediante  o  jogo-ciência  a  ser verdadeiros
jogadores  inteligentes  e  conscientes,  como  também para mover dentro de
Forças superiores ignotas, que farão de nós Homens reais e verdadeiros.





Síntese do Xadrez Esotérico na Prática


Trabalho Arcânico no Xadrez Esotérico

·    Rei e a Rainha. Simbolizam o homem e a mulher trabalhando na Grande
Obra, o Arcano AZF.
·    Os Bispos são a Lança e a Gadanha, simbolizando desta maneira à Mãe
Divina fabricando Corpos e desintegrando Defeitos.
·    Os Cavalos. Simbolizando a força que vai-se adquirindo através do
trabalho com a energia sexual transmutada, simboliza também a Inteligência,
a amizade e o triunfo.
·    As Torres simbolizam o Corpo Astral e o Mundo Mental. As saudações
JÁKIN-BOAZ, que se faz à entrada de todo templo e que o homem e a mulher
deve fazer no momento de ir ao trabalho sexual AZF.
·    Os Peões. Indicando as 8 Virtudes da Kundalini e que devemos
conquistar para poder ser aceitos por Devi Kundalini.
·    O Tabuleiro. É o jogo da Vida e não sabemos se estamos jogando a
última partida.
·    Os Quadrados Pretos e Brancos. Que algumas vezes as pretas nos dão
força e outras as brancas. Positivo e negativo. O equilíbrio em tudo.
·    A palavra Xadrez (Nota do Tradutor: em espanhol AJEDREZ. A partir de
agora, o Mestre Samael explica o significado das letras que compõem a
palavra Ajedrez). Simbolicamente vemos a Balança da Justiça Cósmica assim:
·    A letra A: a água, ou seja, o Karma.
·    A Z: o fogo, ou seja, Dharma.
·    A D: O equilíbrio que se deve ter em tudo e assim lograr realizar-nos.
·    Si decompomos mais as letras, vemos o seguinte:
·    A letra J: simboliza o Bastão dos Patriarcas.
·    A E: simboliza os Quatro Elementos da Natureza. A Esfinge do Egito
milenar. O Verbo.
·    A R: O fogo Sagrado do Espírito Santo. A Mãe Divina Kundalini.




Autoria deste texto: Samael Aun Weor


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terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Templario


Uma breve história da Ordem do Templo.

Os Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo do Rei Salomão

I - Deus le volt!!!

Numa Terça-feira, 27 de Novembro, 1095, O Papa Urbano II começa a 1a Cruzada com o grito "Deus lo volt!" ("Deus assim o deseja!"). O mesmo lema no qual Normandos usaram quando invadira a Inglaterra).

O Papa envia as Cruzadas por causa da perseguição dos líderes muçulmanos em Jerusalém. Isto era uma mentira pois os líderes muçulmanos eram tolerantes a religião de todas as nações. O líder cristão no Império Bizantina requisitou um pequeno exército ao Papa a fim de ajudá-lo a proteger as fronteiras. Um imenso exército de cavaleiros Cristãos, muitos sedentos por terras invadiram o Oriente Médio. Os muçulmanos na época não estavam preparados e sucumbiram a ferocidade da Cruzada. Então, no ano 1099, Numa boa ofensiva liderada por Godofredo de Bulhão, Jerusalém cai, e os principais cidades em volta da Terra-Santa. Eram os Reinos Cristãos que se estabeleciam.

Em cinqüenta anos, os turcos sarracenos tinham feito severas investidas no Reino de Outremer – O nome francês para "Terras do ultramar ou além-mar"- Havia ataques contínuos e assaltos a habitações cristãs. Os desavisados peregrinos viajando por terra desde a costa de Jerusalém até Jafá eram presas fáceis. Num único incidente, um grupo de peregrinos foram cercados por bandidos sarracenos e 300 foram mortos. Em 1120, guerras entre os sarracenos podiam ser observados das muralhas de Jerusalém.

Nessa época, muitos dos cruzados tinham regressado com as suas riquezas saqueadas a Europa. Agora a missão do Papa para recapturar as Terras-Santas estava completa, seu trabalho estava feito. Na Europa, suas famílias esperavam-nos para os receber como heróis salvadores de almas. Isto fez com que muitos soldados hábeis ficassem a defender os novos residentes e seus visitantes peregrinos.

Feliz Natal


Feliz Natal a todos os clientes, amigos e parceiros de trabalho!
 
Que esse epoca natalina o espirito que inspirou Papai Noel a trazer a realizacao de nossos sonhos, 
possa ser a mao invisivel por detras de nossas acoes movendo energias de Bem Aventuranca e de Paz em todas as nossas relacoes.
Para que assim cada um de nos unidos na esperanca de um novo dia, possamos fazer nosso parte, construindo um mundo melhor.
 
Paz a todos! 
 
Cida Medeiros

 

sábado, 22 de dezembro de 2007

Templários

 

 

OS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS
Uma publicação de Planeta na Web

Com o objectivo de proteger as rotas de peregrinação, os Cavaleiros Templários construíram, em menos de 200 anos, um império económico sem igual na Idade Média. Os anos de glória e a queda violenta e injusta desta ordem de monges guerreiros deram vazão ao surgimento de várias lendas e histórias sobre esses cavaleiros, que foram a vanguarda da espiritualidade cristã da época. A ordem dos monges guerreiros, que se tornou uma das mais poderosas e controversas organizações na história da Europa medieval, era conhecida com uma variedade de nomes: Pobres Soldados de Cristo e do Templo de Salomão, Milícia de Cristo ou, mais comumente, Cavaleiro Templários. 

Em 200 anos, a partir de seu objectivo de proteger as rotas de peregrinação, eles construíram um império económico que pode ser considerado a primeira multinacional européia. Devendo obediência apenas ao papa, os Templários desenvolveram arrojadas técnicas de construção, trouxeram tecnologias dos muçulmanos e se tornaram mais ricos do que vários reinos, emprestando dinheiro para príncipes, bispos e reis. Famosos por sua bravura nas batalhas travadas nas Cruzadas, foram destruídos em menos de uma década pelo Rei Felipe IV que, não por assim dizer, era altamente endividado com a Ordem. Para o historiador Ricardo da Costa, professor da Universidade Federal do Espírito Santo, os templários podem ser considerados os fundamentalistas da época. "Eles estavam na vanguarda da espiritualidade cristã. Ser um padre e ao mesmo tempo combater o infiel era considerado o máximo para a época".

 

 

A FUNDAÇÃO DA ORDEM

Em 1118, os cavaleiros Hugh de Payen e André de Montbard (tio do abade Bernard de Clairvaux, famoso pregador da época), junto com sete companheiros, se apresentaram para o Rei Balduíno I de Jerusalém, anunciando que tinham a intenção de fundar uma ordem de monges guerreiros e, na medida em que sua força permitisse, manteriam seguras as estradas e caminhos com especial atenção para a protecção dos peregrinos. A nova ordem fez votos de pobreza pessoal, de obediência e de castidade e jurou manter todo seu património em comum. 

 

 

 

O Brasão da Ordem

Localização dos Templários em Jerusalém 

Os primeiros Templários passaram nove anos na Terra Santa, alojados em uma parte do palácio que foi cedida a eles pelo rei, exactamente em cima dos estábulos do que outrora foi o antigo Templo de Salomão. Daí veio o nome de cavaleiros do Templo, ou Templários. Para Tim Wallace-Murphy, responsável pela página da Rede Européia de Pesquisa da Herança Templária (ETHRN), a principal razão para a fundação da Ordem, ou seja, a protecção das rotas de peregrinação, não se sustenta - se analisados os primeiros anos da sua existência. 

Seria fisicamente impossível que nove cavaleiros de meia-idade protegessem as perigosas rotas entre Jaffa e Jerusalém de todos os bandidos e saqueadores infiéis, que acreditavam que os peregrinos que lhes garantiam roubos tão fáceis eram um presente de Deus. Já os indícios existentes das acções desses cavaleiros na região fazem essa hipótese ser ainda mais improvável, pois ao invés de patrulharem as rotas da Terra Santa para proteger peregrinos, eles passaram nove anos na tarefa perigosa e exigente de re-abrir uma série de túneis localizados sob seus quarteirões no Templo do Monte. Os túneis explorados pelos Templários foram re-escavados em 1867, por um oficial da coroa britânica. Ele não encontrou o tesouro escondido do Templo de Jerusalém, mas pedaços de uma lança e de uma espada, esporas e uma pequena cruz templária, hoje guardados na Escócia. O que os Templários estariam procurando e como eles sabiam exactamente onde escavar? 

No exterior da Catedral de Chartres, na porta do norte, está esculpida uma imagem no pilar que nos dá uma indicação do objecto procurado pelos Templários: a Arca da Aliança, representada sendo transportada em um veículo de rodas. Várias lendas contavam que a Arca ficou escondida por muito tempo embaixo da cripta da Catedral de Chartres. As mesmas lendas alegam que os Templários teriam encontrado muitos outros artefactos sagrados do velho templo judeu durante suas investigações, bem como uma considerável quantidade de documentação.

 

 

 

Fortalecimento na Europa

No Concílio de Troyes, em 1128, a Ordem dos Templários recebeu reconhecimento oficial. Seu regulamento foi redigido pelo monge Bernard de Clairvaux, e ganharam o manto branco como distintivo. Mais tarde o Papa Eugênio III lhes outorgou o uso da cruz vermelha octogonal. Em 1139, a Ordem ficou isenta de todos os impostos e passou a dever obediência somente à vontade do papa, não precisando mais prestar contas nem para bispos nem reis. Desde sua fundação até a queda, os Templários exerceram influência e grande poder na Terra Prometida, e acabaram se tornando uma das forças militares mais importantes do Reino de Jerusalém. Além de seu papel militar, eles construíram castelos em posições estratégicas de defesa e estabeleceram bases importantes em toda a Palestina. "Com seus castelos e os povoamentos que surgiram em torno eles dominavam a área, efectivando a conquista em solo palestino", explica o historiador Ricardo da Costa. Rapidamente os Templários adquiriram fama de bravura em batalhas e de nunca se renderam facilmente aos inimigos.

 

 

Primeira multinacional europeia

A medida em que a Ordem crescia em prestígio, suas finanças também aumentavam vertiginosamente. Parte porque membros das famílias mais importantes da Europa se integravam a suas hostes, mas também porque a aristocracia europeia acreditava que ao doar suas propriedades a eles, garantiam de antemão a salvação de sua alma. Rapidamente a Ordem tornou-se dona de terras de vários tamanhos espalhadas por todas as regiões européias da Dinamarca à Escócia, ao Norte, até a França, Itália e Espanha, no Sul. 

"O Rei de Aragão chegou a doar todo seu reino a eles", conta o historiador Costa. Os interesses comerciais dos Templários eram impressionantes e variados, e suas atividades incluíam administração de fazendas, vinhas, minas e extração de pedras. Como resultado de seu interesse em proteger peregrinos e a manutenção de comunicações com suas bases operativas na Terra Santa, os templários operavam uma frota muito bem organizada que excedia a de qualquer reino daquele tempo. Em menos de 50 anos de sua fundação, os Cavaleiros Templários se tornaram uma força comercial com poder sem igual na Europa. Em cem anos, já haviam desenvolvido um precursor medieval dos conglomerados multinacionais, com interesses em todas as formas de atividades comerciais daquele tempo. Eram de longe muito mais ricos do que qualquer reino europeu. Entre os principais itens de suas actividades comerciais estavam aquelas que hoje seriam definidas como de "tecnologia e ideias". A rede de comunicação dos Templários era a principal rota pela qual conhecimentos de astronomia, matemática, medicina fitoterápica e técnicas de cura faziam seu caminho da Terra Santa para a Europa. Entre esses avanços tecnológicos trazidos pelos cavaleiros estavam a respiração boca-a-boca e o telescópio.

Os Templários também eram grandes construtores. Em seus próprios Estados eles construíram e sustentaram castelos fortificados, fazendas, celeiros e moinhos, bem como alojamentos, estábulos e oficinas. Diversas ruínas particularmente no Sul da Europa e na Palestina demonstram a razão pela qual eles eram particularmente famosos como engenheiros, pois seus castelos foram construídos em locais estratégicos para defesa que colocavam enormes desafios e dificuldades de construção. As clássicas igrejas templárias, supostamente inspiradas no design da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, influenciou a construção de muitas catedrais europeias, especialmente a Catedral de Chartres, na França.

 

 

Os Monges banqueiros

Os templários souberam usar a imensa riqueza que foram acumulando com muita habilidade. Além de investir em terra e agricultura e em indústrias de base para a expansão de construções na Europa, eles adoptaram um conceito de transferência financeira, aprendido com seus oponentes muçulmanos, para desenvolver os antepassados dos atuais cheques bancários e do cartão de crédito. Segundo Ricardo da Costa, eles são considerados "um dos grupos fundadores de um sistema bancário internacional". A carta de crédito templário foi desenvolvida a partir das necessidades financeiras surgidas pelo equivalente medieval de "pacotes turísticos" - as peregrinações religiosas e as cruzadas.

 

 

 

Porto La Rochelle - Uma das rotas no Atlântico

 

Para Roma, Jerusalém ou Santiago Compostela, uma peregrinação era uma longa, difícil e cara aventura para o peregrino e uma fonte de imenso lucro para a Igreja, estalajadeiros, barqueiros, etc. Para evitar assaltos, extorsões e acidentes imprevistos, o peregrino tinha que ser muito atento e cuidadoso ao carregar grandes somas de dinheiro enquanto viajava. Para resolver esse problema, eles simplesmente procuravam o mestre do comando Templário da região e depositavam fundos suficientes para cobrir o custo estimado da jornada. Em retorno ao depósito, o Templário lhe daria um cupom codificado como um recibo e como meio de compra. A cada parada, ele apresentava seu cupom ao representante Templário local que lhe daria a soma necessária, recodificaria o cupom e devolveria a seu proprietário. 

A fortuna dos Templários e seus serviços financeiros eram não só procuradas por mercadores e donos de terra da Europa feudal. Eles emprestavam para bispos, príncipes, reis e imperadores financiarem guerras, construções e cruzadas. Embora Ricardo da Costa considere um exagero, para Tim Wallace-Murphy a segurança financeira e viagens seguras a longa distâncias garantidas pelos Templários foi um fator importante no processo de acumulação de capital e no surgimento da classe de mercadores e de uma burguesia urbana. Para ele, a eficiência dos Templários foi o que fomentou essa mudança rápida no cenário europeu medieval. Mas tanta opulência despertou a cobiça de gente muito poderosa e os Templários foram banidos tão rapidamente como surgiram.

 

 

Queda na Terra Santa e na Europa

Os Templários perderam Jerusalém para Saladin em 1187, mas se reinstalaram novamente em seu quartel-general em 1228, quando Frederick II conseguiu retomar controle de Jerusalém. Pouco tempo depois, em 1244, a ordem foi novamente expulsa de lá, quando a cidade caiu sob domínio das forças turcas. Ao perder suas bases em Jerusalém, a Ordem se mudou para o Porto de Acre, que havia sido capturado por Ricardo Coração de Leão. Ocupando uma parte substancial de Acre, o castelo dos Templários com suas numerosa torres e paredes altas era o local mais fortificado da cidade. Eles mantiveram essa fortaleza até 1291, quando a cidade caiu definitivamente na mão dos muçulmanos. Após a queda de Acre, os Templários mudaram seu quartel-general para a Ilha de Chipre, onde já tinham uma base importante. De lá, os cavaleiros tentavam minar o domínio muçulmano na Terra Santa. Entretanto, o domínio dos Templários na Ilha era extremamente severo e os cipriotas planejaram um levante já em 1292. Embora tenham reprimido a conspiração, os Templários perceberam que era muito difícil controlar a ilha à força e decidiram retornar à Europa.

Muito pouco tempo depois de perder seus domínios no Oriente Médio, os Templários se depararam com um inimigo infinitamente mais ardiloso que conseguiu destruir a Ordem: o rei Felipe IV, o Belo, da França (1268-1314). Um dos monarcas mais endividados com os Templários, Felipe também tinha ressentimentos, pois sua candidatura para ser cavaleiro da Ordem fora recusada. Além de precisar cancelar seus enormes débitos, ele enxergou a oportunidade de se apropriar das riquezas dos Templários se conseguisse destruí-los. Por outro lado, sendo um rei devotado à estruturação do Estado nacional francês, a existência de uma ordem tão poderosa, com tantos territórios e propriedades dentro de seu reino era visto como um obstáculo. "Ele não teve escrúpulos ao colocar os direitos do Estado acima de qualquer coisa", diz Costa. 

As aspirações de Felipe também foram favorecidas pela morte misteriosa de dois papas (curiosamente inimigos do rei da França) e a eleição de um francês, Clement V, uma pessoa débil e facilmente manejável que foi altamente pressionada por Felipe e acabou por acatar todas as provas apresentadas contra os cavaleiros Templários, obtidas provavelmente mediante tortura. Razões plausíveis não foram difíceis de encontrar em uma era dominada pela Inquisição. Cavaleiros expulsos da Ordem foram facilmente subornados e acusaram seus antigos companheiros de heresia, ritos blasfemos, sodomia e culto a um diabo em forma de um bode preto chamado Baphomet. De acordo com Costa, só uma acusação contra eles tinha fundo de verdade: a de que ao invés de combaterem os muçulmanos, eles estavam estabelecendo relações comerciais com eles. Segundo o historiador, vários relatos de muçulmanos da época, como os do príncipe Usama, atestam a tolerância religiosa dos Templários. 

 

 

 

O rei francês maquinou sua cilada em segredo e em 13 de Outubro de 1307; Jacques de Molay, Grande Mestre dos Templários e 60 dos mais importantes cavaleiros foram presos em Paris. Simultaneamente milhares de cavaleiros foram presos em todo território francês. Sob as ordens do rei, o alto comando Templário foi torturado por vários anos, confessando o que seus acusadores queriam escutar e oferecendo a base jurídica para a supressão da Ordem em 1312.Sete anos depois, em 14 de Março de 1314, após renegar todas as confissões obtidas por tortura, Jacques de Molay foi queimado vivo em público. Enquanto queimava em agonia, Molay convidou Felipe e o Papa Clement a juntarem-se a ele perante o julgamento de Deus em um ano. Ambos morreram em menos de um ano da morte de Molay, ajudando a reforçar os mitos em torno dos Templários.

Oficialmente, a Igreja considera que os Templários foram suprimidos completamente após esse processo. Entretanto, reações diante da supressão dos Templários variaram de país para país. Os cavaleiros alemães da Ordem se juntaram aos Cavaleiros Hospitaleiros e aos Cavaleiros Teutônicos que receberam os bens dos Templários nesse país. Em Portugal, os Templários não foram suprimidos, simplesmente mudaram seu nome para Cavaleiros de Cristo e continuaram tendo apoio real. Muitos anos depois, o navegador Vasco da Gama tornou-se um de seus membros, e o Príncipe Henrique, o Navegador, era Grande Mestre da Ordem rebatizada. As cruzes que ornamentavam as caravelas de Pedro Álvares Cabral eram templares. Na Espanha, muitos ex-Templários foram estimulados a se juntar a outras Ordens militares, para ajudar na luta contra o domínio mouro na região.

De acordo com muitos membros da Ordem Militar Soberana do Templo de Jerusalém (SMOTJ), os Templários não terminaram em 1314. Um documento chamado "Larmenius Charte" mostra uma lista de Grandes Mestres que se sucederam no comando da Ordem até 1838. É provável é que a influência dos Templários tenha de fato continuado na maior parte da Europa, mas não mais como a ordem original que estava vinculada diretamente ao papa. Hoje existem até autores como Alan Butler e Stephen Dafoe que acreditam que os Templários foram para onde hoje é a Suíça, ajudando os camponeses locais a formar a Confederação Helvética, independente dos grandes reinos que haviam em torno. Butler e Dafoe também acreditam que a conhecida habilidade financeira dos suíços também teria conexão com seus supostos ancestrais Templários. 

Oficialmente, a Igreja reconhece que somente após a 2º Guerra Mundial a Ordem voltou a surgir em forma cristã supraconfessional (acima de qualquer confissão) com o objectivo de contrastar com o paganismo moderno. De qualquer modo, há vários grupos, muitos deles maçons, que reivindicam para si uma conexão com os Templários. Ricardo da Costa considera isso uma apropriação indébita, pois a Igreja, da qual os Templários eram militantes fervorosos sempre combateu a maçonaria. Descendentes ou não dos bravos cavaleiros medievais, eles mantêm aceso o mito dos Templários. 

Solaris Web

 

 



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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Codigo de Vida Rosa Cruz

A Liberdade é o Caminho para uma Vida Moral
Por Ordem Rosacruz - AMORC

A base sobre a qual foram anteriormente estabelecidos as crenças, as práticas, e os princípios morais e éticos está perdendo o seu apoio. É bem conhecido que no campo da religião, em determinada época, a vida moral do homem estava estreitamente associada com a prática e crença religiosa. Era também conceito comum que a violação do código moral resultaria em punição na eternidade, isto é, o código moral estava intimamente relacionado com a religião. Lembro-me de que, quando ainda menino, violar um princípio moral ou uma doutrina estabelecida por alguma religião equivalia a um bilhete de ida para o inferno e a condenação eterna.

As pessoas hoje em dia não aceitam nem respeitam a religião como apoio necessário das práticas morais e éticas do individuo. Conseqüentemente, há os que afirmam que a moralidade tem pequena influencia sobre as gerações atuais e que, na verdade, estamos vivendo na época mais imoral de todos os tempos. Não vou abordar a questão do grau de moralidade que hoje existe ou que existiu em qualquer período da historia, porém concordaremos todos em que a religião como força pode exercer pouco ou nenhuma expressão sobre a conduta moral do individuo.

Ainda há base para a moralidade, e essa base, segundo afirmou um renomado pensador, não tem merecido a atenção que acredita merecer. Esse conceito é que há estreita relação entre a moralidade e a liberdade. De todos os valores no mundo físico, a liberdade tem sido considerada como um dos maiores. Os homens se empenham em guerras, morrem em conflitos sociais e éticos, sacrificam sua vida e suas posses em nome da liberdade; paises são formados; códigos e sistemas de conduta são elaborados para assegurar liberdade ao individuo comum. Quase todas as nações do mundo sentem-se orgulhosas com a base em que está estabelecido o seu país para permitir o máximo de liberdade ao individuo. Sem duvida, a liberdade é um bem valioso. Ela confere a cada cidadão o direito de fazer o que quiser, de agir como melhor entender, e de encaminhar sua vida de acordo com suas próprias decisões e suas próprias crenças se, com essa maneira de proceder, não interferir com o direito de liberdade de outros indivíduos.

Penso que não há dúvidas de que todos nós desejamos liberdade. Tudo faremos para evitar a cessão de nossos direitos à livre iniciativa e à liberdade. Com esse conceito, a moralidade tem estreita relação. O viver imoral restringe a liberdade. A pessoa que mente, imediatamente se coloca em posição que restringe sua liberdade visto que tem de pensar no desfecho de tudo que diz e faz, para estar certa de que tudo se ajuste à mentira que já contou. Sempre que conta uma mentira, sua conduta futura no setor ou parte de sua vida por ela afetada tem sempre de se adaptar à mentira contada. O resultado é que ela renuncia a uma parte de sua liberdade de ação porque tem de parar e pensar na maneira de basear sua vida na mentira que contou e deseja seja aceita como verdade.

O casal muito jovem, por exemplo, que é forçado a um casamento prematuro ou apressado, perde um período de liberdade numa ocasião em que cada um deles poderia estar se preocupando para a vida em vez de ter de se adaptar ao outro. Sacrificaram a liberdade da idade em que possivelmente poderiam estar terminando um segundo grau para entrarem na faculdade ou para iniciarem uma profissão. Não é errado casar cedo, porém, melhor é que o individuo seja capaz de tomar essa decisão sem se encontrar em uma situação em que é forçado a fazê-lo e como conseqüência de um ato voluntário anterior que, depois, irá roubar-lhe parte da liberdade.

Em outras palavras, a base para a moral hoje em dia pode ser firmada no amor à liberdade. Se, desde a infância, nos for ensinado o valor da liberdade e que qualquer ato imoral restringe essa liberdade, então, tenho certeza de que, com o tempo, uma base para a ação moral poderá ser estabelecida para que essa liberdade seja mantida, tão forte quanto a que assenta na superstição, nas crenças religiosas, ou na ameaça de punição de um "superior" qualquer.

A moralidade não deve ser associada com a punição. Deve, sim, estar ligada às vantagens e ao gozo da liberdade individual. O individuo moral é o mais livre dos indivíduos. É o individuo que, estando livre, tem as maiores oportunidades para evoluir, progredir, viver sua própria vida, e cumprir as finalidades para as quais vive.


______________________________________
A Ordem Rosacruz, AMORC é uma organização internacional de caráter místico-filosófico, que tem por missão despertar o potencial interior do ser humano, auxiliando-o em seu desenvolvimento, em espírito de fraternidade, respeitando a liberdade individual, dentro da Tradição e da Cultura Rosacruz.

Fonte : http://www.planetanews.com/news/2004/10134






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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Kwan Yin

MESTRA KWAN YIN

A Salvadora Compassiva
Kwan Yin é a Salvadora Compassiva do Leste.

Por todo o Oriente altares dedicados a esta Mãe da Misericórdia podem ser achados em templos, casas, grutas e nos caminhos. Orações à Presença dela e à sua Chama estão incessantemente nos lábios dos devotos à medida que buscam orientação e socorro em todas as áreas da vida.

Muito presente na cultura oriental, Kwan Yin tem despertado interesse em seu caminho e ensinamento entre um número crescente de devotos ocidentais, que reconhecem a poderosa presença da "Deusa da Misericórdia", junto com a da Virgem Maria, como iluminadora e intercessora da Sétima Era de Aquário.

A longa história de devoção a Kwan Yin mostra-nos o caráter e o exemplo desta Portadora de Luz que não somente dedicou sua vida a seus amigos, mas sempre assumiu o papel de intercessora e redentora. Durante séculos, Kwan Yin simbolizou o grande ideal do Budismo Mahayana em seu papel de bodhisattva (chinês p'u-sa), literalmente, "um ser de bodhi, ou iluminação", destinado a se tornar um Buda, mas que renunciou ao êxtase do nirvana, como um voto para salvar todas as crianças de Deus.

O nome Kwan Shih Yin, como é freqüentemente chamada, significa literalmente "aquela que considera, vigia e ouve as lamentações do mundo". Segundo a lenda, Kwan Yin estava para entrar no céu, porém parou no limiar ao ouvir os gritos do mundo.

Existe ainda muito debate acadêmico relativo à origem da devoção à bodhisattva feminina Kwan Yin. Ela é considerada a forma feminina de Avalokitesvara, bodhisattva da misericórdia do Budismo indiano, cuja adoração foi introduzida na China no terceiro século.

Estudiosos acreditam que o monge budista e tradutor Kumarajiva foi o primeiro a se referir à forma feminina de Kwan Yin, em sua tradução chinesa do Sutra do Lótus, em 406 A.C.. Dos trinta e três aparecimentos do bodhisattva mencionados em sua tradução, sete são femininos. (Devotos chineses e budistas japoneses desde então associaram o número trinta e três a Kwan Yin.).

Embora Kwan Yin tenha sido retratada como um homem até o século X, com a introdução do Budismo Tântrico na China no século oitavo, durante a dinastia T'ang, a imagem da celestial bodhisattva como uma bela deusa vestida de branco era predominante e o culto devocional a ela cresceu em popularidade. No século nono havia uma estátua de Kwan Yin em cada monastério budista da China.

Apesar da controvérsia acerca das origens de Kwan Yin como um ser feminino, a representação de um bodhisattva, ora como deus, ora como deusa, não é inconsistente com a doutrina budista.

As escrituras explicam que um bodhisattva tem o poder de encarnar em qualquer forma - macho, fêmea, criança e até animal - dependendo da espécie de ser que ele procura salvar. Como relata o Sutra do Lótus, a bodhisattva Kuan Shih Yin, "pelo recurso de uma variedade de formas, viaja pelo mundo, conclamando os seres à salvação". *

Pela lenda do século XII, do santo budista Miao Shan, a princesa chinesa que viveu em aproximadamente 700 A.C. e que se acredita tenha sido Kwan Yin, reforça a imagem da bodhisattva feminina. Durante o século XII monges budistas estabeleceram-se em P'u-t'o Shan – a ilha-montanha sagrada no Arquipélago de Chusan, ao largo da costa de Chekiang, onde se acredita tenha Miao Shan vivido por nove anos, curando e salvando marinheiros de naufrágios - e a devoção a Kwan Yin espalhou-se ao longo do norte da China.

Essa ilha pitoresca tornou-se o centro principal de adoração à Salvadora misericordiosa; multidões de peregrinos viajavam dos mais remotos cantos da China e até mesmo da Manchúria, Mongólia e Tibet para assistir ali às cerimônias religiosas. Houve época em que havia mais de cem templos na ilha e mais de mil monges. As tradições narram inúmeras aparições e milagres de Kwan Yin na ilha, sendo relatado que ela aparecia aos fiéis em uma certa gruta local.

Na seita "Terra Pura" do Budismo, Kwan Yin faz parte de uma tríade governante que é representada freqüentemente em templos e é um tema popular na arte budista. Nessas pinturas o Buda da Luz Ilimitada – Amitabha (chinês A-mi-t'o Fo e japonês Amida) está no centro; à sua direita está o Bodhisattva da força ou poder, Mahasthamaprapta ,e à sua esquerda está Kwan Yin, personificando a misericórdia infinita.

Na teologia budista, Kwan Yin é às vezes representada como comandante do "barco da salvação", guiando almas ao paraíso oriental de Amitabha ou Terra Pura - a terra do êxtase onde almas podem renascer para receber instruções contínuas no sentido de alcançar a iluminação e a perfeição. A jornada à Terra Pura é freqüentemente representada em xilogravuras mostrando barcos cheios de seguidores de Amitabha, sob o comando de Kwan Yin.


Amitabha, uma figura muito amada por budistas que desejam renascer em seu paraíso oriental e libertar-se da "roda do renascimento", é tido, num sentido espiritual ou místico, como o pai de Kwan Yin. Lendas da escola Mahayana relatam que Avalokitesvara nasceu de um raio de luz branca emitido pelo olho direito de Amitabha, quando mergulhado em êxtase.

Assim, Avalokitesvara, ou Kwan Yin, é considerada como o "reflexo" de Amitabha - uma encarnação posterior de "maha karuna" (grande misericórdia), a qualidade que Amitabha personifica em seu mais elevado sentido. Muitas figuras de Kwan Yin podem ser identificadas pela presença de uma pequena imagem de Amitabha em sua coroa. Acredita-se que a misericordiosa redentora Kwan Yin expressa a compaixão de Amitabha de uma forma mais direta e pessoal, e que as preces a ela dirigidas são atendidas mais rapidamente.

A iconografia de Kwan Yin a descreve de muitas formas, cada uma revelando um aspecto único de sua misericordiosa presença. Como a sublime Deusa da Misericórdia, cuja beleza, graça e compaixão vieram a representar o ideal de feminilidade do Oriente, ela é retratada freqüentemente como uma mulher esbelta em um esvoaçaste manto branco, carregando em sua mão esquerda um lótus branco, símbolo de pureza. Está enfeitada com ornamentos simbolizando suas realizações como bodhisattva, ou é mostrada sem ornamentos, como um sinal de sua grande virtude.

A figura de Kwan Yin é retratada freqüentemente como "doadora de crianças" que são encontradas em casas e templos. Um grande véu branco cobre sua forma inteira e ela pode estar sentada em um lótus. Freqüentemente ela é representada com uma criança em seus braços, próxima a seus pés, ou sobre seus joelhos, ou, ainda, com várias crianças ao seu redor. Neste papel, a ela se referem como "a honrada de branco vestida". Às vezes estão à sua direita e à sua esquerda dois auxiliares, Shan-ts'ai Tung-tsi, o "homem jovem de capacidades excelentes", e Lung-wang Nu, a "filha do Dragão-rei".


Kwan Yin também é conhecida como a bodhisattva protetora de P'u-t'o Shan, senhora do Mar do Sul e protetora dos pescadores. Como tal, ela é mostrada cruzando o mar sentada ou em pé sobre um lótus ou com seus pés na cabeça de um dragão.

Como Avalokitesvara, ela também é descrita com mil braços e números variados de olhos, mãos e cabeças, às vezes com um olho na palma de cada mão, e é chamada "bodhisattva de mil braços, de mil olhos". Nessa forma ela representa a mãe onipresente, olhando simultaneamente em todas as direções, sentindo as aflições da humanidade e estendendo seus muitos braços para as aliviar com expressões infinitas de sua misericórdia.

Os símbolos característicos associados a Kwan Yin são um galho de salgueiro, com o qual ela esparge o néctar divino da vida; um vaso precioso, simbolizando o néctar da compaixão e da sabedoria, traços do bodhisattva; uma pomba representando a fecundidade; um livro ou um pergaminho de orações que ela segura em sua mão, simbolizando o dharma (ensinamentos) do Buda ou o sutra (texto budista) o qual Miao Shan, dizia-se, recitava constantemente; e um rosário adornando seu pescoço, através do qual ela clamava aos Budas por socorro.

Imagens de Avalokitesvara freqüentemente mostram-na segurando um rosário; descrições de seu nascimento afirmam ter ela nascido com um rosário cristalino branco em sua mão direita e uma flor branca de lótus na esquerda. É ensinado que as contas do rosário representam todos os seres vivos e o manuseio delas simboliza que Avalokitesvara os está conduzindo para fora de seu estado de miséria e da roda de repetidos renascimentos para o nirvana.

Atualmente Kwan Yin é reverenciada por taoístas e também pelos budistas Mahayana - especialmente em Taiwan, Japão e Coréia, e novamente em sua pátria, a China, onde a prática do Budismo havia sido suprimida durante a Revolução Cultural comunista (1966-69). Ela é a protetora das mulheres, dos marinheiros, dos comerciantes, dos artesãos e daqueles que se encontram sob perseguição criminal, e é invocada particularmente por aqueles que desejam progênie. Amada como a figura da Mãe e mediadora divina que está muito próxima dos negócios diários de seu devotos, o papel de Kwan Yin como madona budista tem sido comparado ao de Maria, a mãe de Jesus, no Ocidente.

Há uma confiança implícita na graça salvadora e poderes curadores de Kwan Yin. Muitos acreditam que até mesmo a mera invocação de seu nome a traz imediatamente ao lugar do chamado. Um dos mais famosos textos associados à bodhisattva, o antigo Sutra do Lótus, cujo vigésimo quinto capítulo, dedicado a Kwan Yin, e conhecido como o "Sutra de Kwan Yin" descreve treze casos de desastres iminentes - de naufrágios a incêndios, prisões, ladrões, demônios, venenos fatais e aflições cármicas - nas quais o devoto é salvo quando se entrega ao poder de Kwan Yin. O texto é recitado muitas vezes, diariamente, por aqueles que desejam receber os benefícios prometidos. Os devotos invocam o poder e a misericordiosa intercessão da Bodhisattva com o mantra OM MANI PADME HUM - "salve a jóia no lótus", ou, como também tem sido traduzido, "salve Avalokitesvara, que é a jóia no coração do lótus no coração dos devotos". Através do Tibete e Ladakh, budistas têm inscrito OM MANI PADME HUM em pedras lisas de oração, chamadas "pedras mani", como ofertas votivas a Avalokitesvara.

Milhares dessas pedras têm sido usadas para construir muretas-mani que ladeiam as estradas que dão ingresso a aldeias e monastérios.

Acredita-se que Kwan Yin freqüentemente aparece no céu ou nas ondas para salvar aqueles que a invocam quando em perigo. Histórias pessoais podem ser ouvidas em Taiwan, por exemplo, de pessoas que a viram durante a Segunda Guerra Mundial aparecendo no céu como uma jovem, agarrando as bombas e cobrindo-as com as suas vestes brancas para que não explodissem.

Assim, altares dedicados à Deusa da Misericórdia são encontrados em todos os lugares - lojas, restaurantes, até mesmo em para-lamas ou painéis de carros. Nas casas ela é venerada com o tradicional "pai pai", um ritual de oração que usa incenso, e também com o uso de quadros de oração – folhas de papel com fotos de Kwan Yin, flores de lótus ou pagodes e guarnecidas com centenas de pequenos círculos. Com cada série de orações recitadas ou sutras lidos, em uma novena para um parente, amigo, ou em causa própria, outro círculo é completado. O quadro tem sido descrito como um "Navio de Salvação" por meio do qual almas que partiram são salvas dos perigos do inferno e aquelas sinceras são transportadas com segurança ao céu de Amitabha. Juntamente com os cultos elaborados com lituânias e orações, a devoção a Kwan Yin está expressa na literatura popular em poemas e hinos de louvor.

Os seguidores devotos de Kwan Yin podem freqüentar templos locais e podem fazer peregrinações a templos maiores em ocasiões importantes ou quando sofrem com um problema especial. Os três festivais anuais realizados em sua honra acontecem no dia dezenove do segundo mês (celebrado como o seu aniversário), do sexto mês, e do nono mês do calendário lunar chinês.
Na tradição da Grande Fraternidade Branca Kwan Yin é conhecida como a Mestra Ascensionada que carrega a função e o título de "Deusa da Misericórdia" porque ela personifica as qualidades divinas da lei da misericórdia, compaixão e perdão. Ela passou por numerosas encarnações antes de sua ascensão há milhares de anos e aceitou o voto de bodhisattva para ensinar aos filhos de Deus não ascensionados como equilibrar seus carmas e cumprir seus planos divinos com serviço amoroso à vida e a aplicação da chama violeta pela ciência da Palavra falada.

Kwan Yin é originária do planeta Vênus e chegou à Terra juntamente com a comitiva de Sanat Kumara há 16 milhões de anos, quando este tomava posse como Senhor do Mundo, na regência da Terra. Como Mestra de Saint Germain, ela o acompanhou e inspirou em suas inúmeras missões na Terra, com a intenção de ajudar a humanidade em sua elevação. Kwan Yin precedeu o Mestre Ascensionado Saint Germain como Chohan (Senhor) do Sétimo Raio de Liberdade, Transmutação, Misericórdia e Justiça e ela é uma de sete Mestres Ascensionados que atuam no Conselho Cármico, um conselho de justiça que é o mediador do karma das evoluções de Terra - dispensando oportunidade, misericórdia e os verdadeiros íntegros julgamentos de Deus a cada corrente de vida na Terra. Ela é a hierarca do Templo etérico da Misericórdia situado sobre Pequim, na China onde ela mantém o foco de luz da Mãe Divina em favor dos filhos da antiga terra da China, as almas da humanidade, e os filhos e filhas de Deus.

Sugerimos o livro "A DEUSA DA COMPAIXÃO E DO AMOR - O culto místico de Kwan Yin" de John Blofeld

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O corpo astral

Cap. 19 de o corpo astral de A. Powell.

CAPÍTULO XIX de O Corpo Astral

ENTIDADES ASTRAIS: HUMANAS


Enumerar e descrever cada tipo de entidade astral seria tarefa tão
formidável como a de enumerar e descrever cada tipo de entidade
física. Tudo quanto podemos tentar aqui é tabular as classes
principais e dar uma breve descrição de cada uma delas.

ENTIDADES ASTRAIS

Humanas:

Fisicamente vivas:

1.      Pessoa comum
2.      Psíquicos
3.      Adepto ou seu discípulo
4.      Mago negro ou  seu discípulo

Fisicamente mortas:

1.      Pessoa comum
2.      Sombras
3.      Cascão
4.      Cascão vitalizado
5.      Suicidas e vítimas de morte súbita
6.      Vampiros e lobisomens
7.      Magos negros ou seus discípulos
8.      Discípulo aguardando reencarnação
9.      Nirmanakaya

Não-humanas:

1.      Essência elemental
2.      Corpo astral de animais
3.      Espíritos da natureza
4.      Devas

Artificiais

1.      Elementais formados inconscientemente     
2.      Elementais formados conscientemente     
3.      Artificiais  humanos

A fim de se fazer a classificação bastante completa, é necessário
dizer que, além das entidades anotadas acima, Adeptos muito elevados
vindos de outros planetas do sistema solar e visitantes ainda mais
augustos vindos de distância ainda maior aparecem ocasionalmente, mas
embora seja possível, torna-se quase inconcebível que tais Seres
cheguem a se manifestar num plano tão baixo como o astral. Se
quisessem fazê-lo, criariam um corpo temporário de matéria astral
deste planeta.

Em segundo lugar, ha' também duas grandes evoluções desenvolvendo-se
nesse planeta, embora pareça que não há a intenção de que elas, ou o
homem, possam habitualmente estar conscientes uns dos outros. Se
chegamos a ter contato com elas, provavelmente esse contato seria
físico, sendo sua conexão com o nosso plano astral muito tênue. A
única possibilidade de aparecerem depende de um incidente
extremamente improvável em cerimônia mágica, que apenas poucos dos
mais avançados magos sabem como realizar; não obstante, isso
aconteceu pelo menos uma vez.


A CLASSE HUMANA: (a) Fisicamente vivos

1.      A pessoa comum. - Essa classe consiste em pessoas cujos
corpos físicos estão adormecidos e que flutuam pelo plano astral, em
vários graus de consciência, conforme já foi descrito no capítulo IX,
A Vida no sono.

2.      O psíquico. - A pessoa psiquicamente desenvolvida estará, de
hábito, perfeitamente consciente quando fora do corpo físico, mas por
falta de um treinamento apropriado será talvez vítima de enganos
quanto ao que vê. Com freqüência poderá percorrer todos os subplanos
astrais, mas às vezes é especialmente atraída por um deles e
raramente passa para além da influência desse plano. Suas recordações
do que viu podem naturalmente variar entre perfeita nitidez, máxima
distorção, ou o absoluto esquecimento. Já que a supomos fora da
orientação de um Mestre, aparecerá sempre em seu corpo astral, já que
não sabe como funcionar em seu veículo mental.

3.      O Adepto e Seus discípulos. - Esta classe não emprega
habitualmente o corpo astral, e sim o corpo mental, que é composto da
matéria dos quatro níveis inferiores do plano mental. A vantagem
deste veículo é permitir a passagem instantãnea do mental para o
astral e vice-versa, permitindo ainda o uso, em todas as ocasiões, do
poder maior e maior agudeza dos sentidos de seu próprio plano.
Não sendo o corpo mental perceptível ã visão astral, o discípulo que
nele trabalha aprende a reunir em torno de si um véu temporário de
matéria astral, quando deseja tornar-se visível para entidades
astrais. Tal veículo, embora seja na aparência uma exata reprodução
do homem, não contém nada da matéria de seu próprio corpo astral, mas
corresponde a ele da mesma forma pela qual a materialização
corresponde a um corpo físico.
Num estágio mais precoce de desenvolvimento, o discípulo pode ser
encontrado funcionando em seu corpo astral como qualquer outro; mas,
seja qual for o veículo que esteja empregando, um discípulo, sob a
orientação de um Mestre competente, está sempre inteiramente
consciente e pode funcionar facilmente em todos os subplanos.

4.      O mago negro e seus discípulos. - Esta classe corresponde,
mais ou menos, à do Adepto e Seus discípulos, a não ser que o
desenvolvimento tenha sido para o mal e não para o bem, ou os poderes
adquiridos sejam usados para propósitos egoísticos e não para fins
altruísticos. Entre esta categoria inferior estão os que praticam os
ritos das escolas de Obi e Vudu e dos curandeiros das várias tribos.
De intelecto superior, e por isso mesmo mais censuráveis, são os
magos negros tibetanos.

A CLASSE HUMANA: (b) Fisicamente mortos

1.      A pessoa comum depois da morte. - Esta classe, obviamente
muito grande, consiste em todos os níveis de pessoas, em diversas
condições de consciência, como já foi integralmente descrito nos
capítulos XIII a XV, A Vida Depois da Morte.

2. A Sombra. - No capítulo XXIII veremos que, quando a vida astral da
pessoa termina, ela morre no plano astral e deixa seu corpo astral em
desintegração, precisamente como, quando morre fisicamente, deixa seu
cadáver físico que se deteriora.
Na maioria dos casos, o ego superior não pode retirar desses
princípios inferiores o todo de seu princípio manásico (mental);
conseqüentemente, uma porção da matéria mental inferior permanece
presa ao cadáver astral. A porção de matéria mental que assim
permanece consiste nos tipos mais grosseiros de cada subplano, que o
corpo astral conseguiu arrancar do corpo mental.
Esse cadáver astral, conhecido como Sombra, é uma entidade que de
forma alguma é o indivíduo real. Não obstante, guarda sua aparência
exata, possui a sua memória, e todas as suas pequenas
idiossincrasias. Pode, portanto, ser tomado por ele, como de fato
acontece, com freqüência, nas sessões espíritas. A Sombra não é
consciente de qualquer ato de impersonalização, porque, enquanto se
refere ao intelecto, deve
necessariamente supor que é o indivíduo. Na realidade, é apenas um
feixe sem alma de suas qualidades inferiores.
A duração da vida de uma sombra varia de acordo com a quantidade de
matéria mental inferior que a anima, mas tal matéria vai-se
esgotando, seu intelecto diminui em quantidade, embora possa possuir
uma grande dose de certa espécie de astúcia animal. E mesmo quase até
o fim de sua carreira é capaz de comunicar, retirando do médium uma
inteligência temporária. Por sua própria natureza, está vastamente
exposta a oscilar entre toda a espécie de más influências e, estando
separada de seu ego superior, nada tem em sua constituição para
responder às boas influências. Portanto, deixa-se usar para vários
fins de tipo inferior da espécie mais baixa de magos negros. A
matéria mental que ela possui desintegra-se gradualmente e retorna
para a matéria geral de seu próprio plano.

3. O Cascão. - Um cascão é o cadáver astral nos últimos estágios de
sua desintegração, cada partícula mental já não existindo ali. Em
conseqüência, sem qualquer tipo de consciência ou inteligência, ele
deriva, passivamente, entre as correntes astrais. Pode ser mesmo
então galvanizado por alguns momentos, num tipo horrível de arremedo
de vida, se lhe acontecer chegar ao alcance da aura de um médium. Sob
tais circunstâncias, ele ainda se parecerá exatamente com a
personalidade que dele se separou, e pode até reproduzir, em certa
extensão, suas expressões familiares ou sua caligrafia.
Tem, também, a qualidade de ser ainda cegamente responsivo a
vibrações, geralmente de ordem inferior, tais como as que foram
instaladas nela durante o último estágio de sua existência como
sombra.

4. O Cascão vitalizado. - Essa entidade, estritamente falando, não é
humana: não obstante, é classificada aqui por causa de seu aspecto
externo, o cascão passivo, destituído de sentidos, que foi, um dia,
apanágio da humanidade. Vida, inteligência, desejo e vontade, tais
como ele pode possuir, são os do elemental artificial que o anima,
sendo esse elemental artificial, por sua vez, criação do mau
pensamento do homem.
Um cascão vitalizado é sempre malevolente, um verdadeiro demônio
tentador, cuja má influência fica limitada apenas pela extensão de
seu poder Como a sombra, é freqüentemente usado nas formas Obia e
Vudu de magia. Há escritores que se referem a ele como um "elemental".

5.      O Suicida e a vítima de morte súbita. - Estes já foram
descritos no capítulo XV, A Vida Depois da Morte. Pode-se notar que
essa classe, bem como a das Sombras e dos Cascões Vitalizados, são
o      que se pode chamar vampiros menores, porque, ao terem
oportunidade, prolongam sua existência sugando a vitalidade de seres
humanos aos quais consigam influenciar.

6.      O vampiro e o lobisomem. - Estas duas classes são hoje
extremamente raras, e exemplos deles são encontrados ocasionalmente.
~, de fato, possível que um homem viva uma existência de tal forma
degradada, egoísta e brutal, que o todo da mente inferior se torne
emaranhado em seus desejos e acabe por se separar do ego superior.
Isso é possível apenas quando o menor raio de altruísmo e
espiritualidade foi abafado, e quando não há qualquer aspecto que
leve à redenção.
Tal entidade perdida encontra-se bem depressa, após a morte, incapaz
de conservar-se no plano astral e é irresistivelmente atraída, em
plena consciência, para "seu próprio lugar", a misteriosa oitava
esfera, para ali desintegrar-se lentamente, após experiências que é
melhor não descrever. Se, contudo, morreu pelo suicídio ou pela morte
súbita, pode sob certas circunstâncias, especialmente se sabe algo de
magia negra, evitar esse destino passando à horrenda existência de
vampiro.
Já que a oitava esfera não pode reclamá-lo enquanto não chega
a morte do corpo, ele o preserva numa espécie de transe cataléptico,
transferindo para ele o sangue que suga de outros seres humanos
através
de seu corpo astral semimaterializado, adiando assim seu destino final
e cometendo, para tanto, mortes por atacado. O remédio mais eficaz,
num caso assim, tal como a "superstição" popular corretamente supõe,
é cremar o corpo, privando assim aquela entidade do seu ponto
de apoio.
Quando a sepultura é aberta, o corpo aparece habitualmente bastante
viçoso e sadio, e em geral o ataúde não se mostra cheio de sangue. A
cremação, como é óbvio, torna impossível essa espécie de vampirismo.
O Lobisomem pode manifestar-se, de início, somente durante a vida
física de um homem, e isso implica invariavelmente em algum
conhecimento das artes mágicas - suficiente pelo menos para que ele
consiga projetar seu corpo astral.
Quando um homem inteiramente brutal e cruel faz tal coisa, sob certas
circunstâncias o corpo astral pode ser apanhado por outras entidades
astrais e ser materializado, não sob forma humana, mas sob a forma de
algum animal selvagem, quase sempre um lobo. Nesta condição ele
perambulará pela região que o rodeia, matando outros
animais e mesmo seres humanos, satisfazendo assim não só sua própria
sede de sangue como também a dos demônios que o excitam.

Nesse caso, como com freqüência acontece com as materializações
comuns, uma ferida feita à forma astral será reproduzida no corpo
físico humano, por um curioso fenômeno de repercussão, como
explicamos mais adiante. Depois da morte do corpo físico, entretanto,
o corpo astral, que provavelmente continuará a aparecer da mesma
forma, é menos vulnerável.

Será, entretanto, menos perigoso, e, a não ser que encontre um médium
apropriado, não poderá manifestar-se integralmente. Em tais
manifestações há, provavelmente, uma grande quantidade de matéria do
duplo etérico, e talvez até mesmo algum do liquido dos constituintes
gasosos do corpo físico, como no caso de algumas materializações. Em
ambos os casos, esse corpo fluídico parece capaz de ir a distâncias
maiores do corpo físico do que de outra maneira seria possível, tanto
quanto se sabe, a um veículo contendo matéria etérica.

As manifestações, tanto de vampiros como de lobisomens, restringem-se
quase sempre à vizinhança imediata de seus corpos físicos.

7.      O mago negro e seus discípulos. - Esta classe corresponde.
mutatis mutandis  à do discípulo à espera da reencarnação, mas, nesse
caso, o homem está desafiando o processo natural de evolução,
mantendo-se na vida astral através de artes mágicas - muitas vezes da
mais horrível natureza.

Considera-se indesejável a enumeração ou descrição das várias
subespécies, já que o estudante de ocultismo deseja apenas evitá-las.
Todas essas entidades, que assim prolongam sua vida no plano astral
para além do natural limite, fazem isso a expensas de outros e pela
absorção de suas vidas, de uma ou de outra forma.

8.      O Discípulo à espera da reencarnação. - Esta também e,
presentemente, uma classe rara. Um discípulo que resolveu não "entrar
em seu Devachan”  isto é, não passar para o mundo celestial, mas
continuar a trabalhar no plano físico, tem, às vezes, com a permissão
apenas de uma autoridade muito alta, possibilidade de fazê-lo, sendo
arranjada por seu Mestre uma reencarnação adequada para ele. Mesmo
quando tal permissão é recebida, diz-se que o discípulo deve manter-
se estritamente no plano astral enquanto a matéria está sendo
arranjada, porque, se tocar no plano mental, mesmo por um momento que
seja, pode ser arrastado por uma corrente irresistível, novamente,
para a linha da evolução normal, e passar assim para o mundo
celestial.

Ocasionalmente, embora raramente, o discípulo pode ser colocado
diretamente num corpo adulto, cujo ocupante anterior não mais o usa.
Mas só raramente há a disponibilidade de um corpo adequado.
Entretanto, o discípulo fica, naturalmente, com a consciencia
integral do plano astral e preparado para seguir adiante com o
trabalho que lhe deu seu Mestre, ainda com maior eficácia do que
quando embaraçado pelo corpo físico.

9. Os Nirmanakayas. - E realmente muito raro isto de um ser tão
elevado como um Nirmanakaya manifestar-se no plano astral. Um
Nirmanakaya é aquele que, tendo conquistado o direito de repouso,
durante inhnitas eras, em indescritível beatitude, ainda assim
escolheu permanecer em contato com a terra, suspenso, por assim
dizer, entre este mundo e o Nirvana, a fim de gerar correntes de
força espiritual que possam ser empregadas no auxílio à evolução. Se
Ele desejar aparecer no plano astral, criará sem dúvida, para seu
uso, um corpo astral temporário, usando a matéria atômica do plano.
Isto é possível porque o Nirmanakaya retém Seu corpo causal, e também
os átomos permanentes que trouxe consigo durante a Sua evolução, de
forma que a qualquer momento Ele pode materializar em derredor de si
os corpos mental, astral ou físico, se assim o desejar.

(FIM DO CAPÍTULO)


sábado, 1 de dezembro de 2007

Mana - Os conteúdos das visões da ayahuasca

Mana - Os conteúdos das visões da ayahuasca: "bais da Amazônia. Hoje, a infusão ainda é instrumento corriqueiro dos curandeiros em toda a região. Além disso, no decorrer do século XX, constituíram-se no Brasil vários grupos religiosos sincréticos nos quais as tradições indígenas relativas à ayahuasca se combinam com elementos culturais não-indígenas - cristãos ou outros. Dentre esse"